A rosa sozinha num planeta distante surgiu como imagem numa noite qualquer quando eu tinha 15 anos e tentava fazer poesia. Sem muito pensar, virei a rosa. Só depois de um tempão me toquei que a imagem não era cria original minha: o desenho da flor no asteróide tava n'O Pequeno Príncipe, livro que a minha mãe me fez ler quando eu tinha uns oito anos e que eu não gostei, à época. Concluí que O Pequeno Príncipe é um livro pra adultos disfarçado de livro pra crianças. Concluíram que Plutão era um asteróide, não um planeta. Eu fiquei bastante feliz com isso; tem uns troços curiosos na vida. Na verdade, o Pequeno Príncipe é um menino chatinho. O que chamou a minha atenção quando eu tinha oito anos, por algum motivo, foi a rosa. E por um algum motivo outro, hoje a rosa sou eu.