"O ontem já passou.
O daqui a pouco ainda nem começou...
só temos o agora."
Sei como é difícil saber
que só o que existe é agora,
porque às vezes é preciso
um certo tempo ocioso
pra gente poder curar.
Mas, menina... vam'bora!
não fica aí tão quieta,
nessa anti-paixão tão seca,
vendo a sua vida passar.
Deixa só eu te contar:
Eu vi um mundo cheio de sorriso e graça!
Eu vi uns dias cheios de luta e conquista.
Eu vi pessoas, vi poemas, vi compassos,
eu vi o céu róseo e azul, meio amarelo.
Sabe o que eu quero?
Eu quero é te ver cantar.
Sabe o que eu quero?
Eu quero é te ver cantar!
Roda, roda, roda... e vai!
Vam'bora, menina boba,
pintar o rosto de palhaço!
Sai dessa, menina linda,
pula mais longe que o primeiro passo.
domingo, 24 de junho de 2007
domingo, 17 de junho de 2007
Sobre amor e tempo.
Na falta de folha encadernada que me enterneça, vai mesmo essa tela e seus bytes.
Eu precisava dizer a alguém que me/se perguntava sobre a duração do amor umas coisas. Então digo agora:
Pense só: o tempo, as horas e as eternidades e finitudes... pense que são só conceitos forjados pelo homem. Para isso, esqueça da lógica, da física, das filosofias naturais...
Uma hora só dura uma hora porque assim foi convencionado. Há quem diga que a vida funciona em ciclos. Que é então a duração de uma vida inteira?
O problema é que a gente pega essa palavra “durar” e condiciona ela à idéia de tempo forjada pelo homem. “Durar pra-sempre” – que pra-sempre é esse afinal?
Não posso afirmar categoricamente quase nada, do alto da minha sabedoria de 17 anos. Mas eu acho que aprendi que sentimentos não obedecem a convenções conceituais forjadas por gente.
Não se deve esperar que o amor – o curioso sentimento em questão – dure eternamente, ou por um mês, ou até depois da morte.
Amor não se insere no tempo. Amor existe, inexiste, é parco, é pleno, é.
A questão é toda outra.
A chave do sentimento é o sentimento em si, o que ele provoca.
Acho que experimentar o amor é quase uma benção, uma baita de uma sorte – aí já não sei bem.
O fato é que não importa pra-sempre, por pouco, ou nada disso; importa o amor.
Não há amor que seja eterno, porque amar transcende os limites do tempo.
É isso: amar transcende os limites.
Daí é assim: é aproveitar enquanto o amor morar em você.
Esquece tempo, esquece limite... e cuidado pra não relegar muita coisa ao futuro, porque isso porque isso acaba sendo descuidar do amor.
E quando ele não morar mais... bem, eu ainda tô no início dessa parte (com o perdão da expressão temporal), ainda não sei contar o que acontece.
Enfim (santa palavra maravilhosa), caminhemos na estrada da vida, que nela as coisas sempre acontecem. E eu abro o que abriga essa palavra "coisas" pr'o que vier, entrar.
Eu precisava dizer a alguém que me/se perguntava sobre a duração do amor umas coisas. Então digo agora:
Pense só: o tempo, as horas e as eternidades e finitudes... pense que são só conceitos forjados pelo homem. Para isso, esqueça da lógica, da física, das filosofias naturais...
Uma hora só dura uma hora porque assim foi convencionado. Há quem diga que a vida funciona em ciclos. Que é então a duração de uma vida inteira?
O problema é que a gente pega essa palavra “durar” e condiciona ela à idéia de tempo forjada pelo homem. “Durar pra-sempre” – que pra-sempre é esse afinal?
Não posso afirmar categoricamente quase nada, do alto da minha sabedoria de 17 anos. Mas eu acho que aprendi que sentimentos não obedecem a convenções conceituais forjadas por gente.
Não se deve esperar que o amor – o curioso sentimento em questão – dure eternamente, ou por um mês, ou até depois da morte.
Amor não se insere no tempo. Amor existe, inexiste, é parco, é pleno, é.
A questão é toda outra.
A chave do sentimento é o sentimento em si, o que ele provoca.
Acho que experimentar o amor é quase uma benção, uma baita de uma sorte – aí já não sei bem.
O fato é que não importa pra-sempre, por pouco, ou nada disso; importa o amor.
Não há amor que seja eterno, porque amar transcende os limites do tempo.
É isso: amar transcende os limites.
Daí é assim: é aproveitar enquanto o amor morar em você.
Esquece tempo, esquece limite... e cuidado pra não relegar muita coisa ao futuro, porque isso porque isso acaba sendo descuidar do amor.
E quando ele não morar mais... bem, eu ainda tô no início dessa parte (com o perdão da expressão temporal), ainda não sei contar o que acontece.
Enfim (santa palavra maravilhosa), caminhemos na estrada da vida, que nela as coisas sempre acontecem. E eu abro o que abriga essa palavra "coisas" pr'o que vier, entrar.
segunda-feira, 4 de junho de 2007
Mas ando mesmo descontente e desesperadamente eu grito em português:
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
Ausência - Carlos Drummond de Andrade
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
Ausência - Carlos Drummond de Andrade
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