segunda-feira, 4 de junho de 2007

Mas ando mesmo descontente e desesperadamente eu grito em português:

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Ausência - Carlos Drummond de Andrade

5 comentários:

Renan disse...

Belo poema =)

Carol Luisa disse...

Drummond é nosso pastor,e nada nos faltará.

Moça,gostei de te ver no meu blog!Volte sempre q a casa é sua!

Cê tah bunitinha nessa foto=)

bjs gata:**********

Gisele.Flor disse...

Não sei daonde achei se blog e gostei!
E vivia lendo os poemas!
Aí até resolvi tentar...
E fiz um...
e outro...
E agora eu fiz um blog também!

Bom, espero que vc não volte a ficar de recesso, pq eu gostei bastante de seus poemas!

Beijos!!!

Boneca sem manual disse...

de quando é essa foto?
Música rasgadora de peito essa do título e poema doce, verdadeiro... quase simples. Gostei. Claro, sempre o deus dos deuses da poesia brasileira. Salve! Salve!

ana disse...

saudades daqui moça!