Eu tenho raiva
de quem mal cuida
de ter amor.
Gente que quase que tomba
a delicadíssima dádiva
por pura leviandade,
por besteira qualquer.
Me vem a garganta
um discurso resignado
que eu, com malgrado,
tento transmutar
em leve conselho amigo.
Ouçam bem o que eu digo:
Há que se cuidar
com todo zelo,
com todo trato,
com a própria alma,
há que se ninar com calma
esse tão raro presente.
Porque quando ele passa...
Quando ele passa, ah.
Isso é conversa resignada
do meu peito resignado,
que talvez nem valha a pena
contar.
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8 comentários:
FIm do recesso \o/
E ninguém pode acusar de jogada de marketing porque meu público aqui é ááálto.
Como gostei desse poema...
Você devia entrar mais em recesso.
Babi, virei mais aqui, virarei visita constante. Minha memória de ameba sempre esquece que há um site onde a poesia desfila com toda majestade- o seu. E revidar é fácil- mande a tristeza às favas. Ela irá de bom grado, até um pouco feliz. Bjsss
besteira qualquer... me lembrou "nem choro mais, só levo saudade, morena, é tudo que vale a pena"...
e poxa, conheço uma psicanalista sim. mas acabei de sair do tratamento com ela.
concordadíssimo, inclusive como fim do recesso.
Bonito...
ola bixinha,
como o mundo é pequeno
yo conosco catraio, que me conoce, que conoce él, que te conoce me conocendo. e blablabla
pedrossegundistas invadindo o mundos dos blogson.
besos
Bárbara,q bom q saiu do recesso...poema lindo!!!
Te contei do meu blog?Não?Eis:
www.carolinaluisa.zip.net
O Rosa tá linkado lá.Aparece e comente quando puder.Bjs:********
Caaaaarã, incrivel como a convivência fez a gnt conversar menos mas ao ler este poema parecia q a conversa necessária,o "discurso resignado" em "um conselho amigo" se fez pra mim... é eu deveria ter lido isso antes de fazer besteira...
bjs e nd de recesso
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