segunda-feira, 23 de abril de 2007

À Saudade

Hoje o que eu quero
é te cantar esse poema, Saudade.

Pois no meu peito em que um dia
residiu coisa tão boa
hoje o que resta é só tu,
já que hoje eu sou só metade.

Eu passo pelas ruas das cidades
cantando.
A música e todas as cores do céu
são doces
tal como és doce – doce demais.
De um jeito que traz na essência
essa procura pungente
pelo sabor que tinha o antes.

Antes...
quanto em meu peito
tocava um samba assim,
de amor.

Meu coração,
que um dia bateu pandeiro,
agora é choro;
bonito demais.

É doce te ter comigo, parceira,
mas, ô, Saudade,
queria só por um tempo,
num beijo imenso,
deixar-te pra trás.

1 comentários:

Bárbara Araújo Machado. disse...

Saudade no sentido mais geral possível, embora uma marca ou outra de sentido específico tenham se deixado escapar.

Saudade de tudo. Esse é o ano da Saudade.

Ou o semestre, hehe