Tem bastante tempo que eu não escrevo. Talvez, se for contabilizar, nem tenha tanto tempo assim. Mas tem tempo... tem.
Eu escrevo espaçadamente; nos últimos tempos tenho escrito pouquíssimo. Vai ver que é porque eu tô vivendo mais. Ou não... Vai ver que é porque eu tô falando mais. O que me aflige, o que me alegra... eu falo sobre isso durante as tardes, durante as noites. Aí eu escrevo menos.
Eu escrevia bastante de madrugada. Pra papelizar o que eu sentipensava. Era bom, terapêutico, qualquer produção artística era mera coincidência. Então a arte-acidente que eram meus sentipensamentos foram tomando corpo, tomando cara de arte. Muito lixo saiu, sim, mas alguma coisa de bom também.
A minha poesia é sincera. A minha poesia sou eu, é a minha vida, são os meus sentipensamentos. A poesia que eu faço é transfusão de alma. Só que fazer é transfusão é trabalho complicado, e é tão difícil pôr a alma como ela é dentro no papel. Perigo de mentir, perigo de falta de integridade poética (leia-se 'muitos maus poemas').
Na verdade eu escrevo pouco. E não sou poeta.
Não sou poeta e aprendi a amar.
Sei escrever, isso sei sim.
Minha prima de 7 anos também sabe: ARGENTINA, ALFAJOR, BÁRBARA - ela escreveu.
Bem, há alguns poucos meses eu comecei a ler escritos pra um público que eu não enxergo por causa do holofotes na direção dos meus olhos. Da primeira vez, li um poema de víscera. Foi bonito, eu senti. Da segunda vez li um poema de cérebro. Bom poema, mas como a expectativa dos pouco expectantes era de outro algo visceral, sei que decepcionou. Da terceira vez não vi mais nada: os céus se misturaram a terra e... hehe, não, quem dera. Da terceira vez li um texto automático que tinha escrito no dia anterior e não tinha nem relido. Me perdi na apresentação, ninguém entendeu o texto, não me importei. O grande lance foi ter chamado um outro poeta tímido ao palco pela primeira vez, foi aí minha contribuição à poesia.
Enfim. Eu conheço um grande poeta. Eu conheço o poeta escritor de poesias tão lindas, tão inadjetiváveis, que... que me fizeram poeta e me fizeram entender o que é ser poeta. Eu sou e não sou poeta. Mas ele é. É um grande, grandessíssimo(!) poeta.
Espanei bem o sítio internético... Legal, legal.
Torçam por mim, amiguinhos!
Beleza então.
sábado, 28 de outubro de 2006
segunda-feira, 9 de outubro de 2006
Vontade de Escrever Poemas
Quando eu penso nesse teu jeito
doce-moreno-manso de ser
Sinto vontade de escrever poemas.
Poemas sobre teus olhos
doces morenos-flecha,
Sobre esse tudo envolvente
que você respira
e que passa a residir na minha tez,
e até por dentro.
Eu sinto poemas
- são poemas! -,
poemas pulsando.
Poemas de quem recupera o fôlego.
Poemas de uma alma plena
(Alma llena... alma que achou na vida
uma causa pra ela viver).
doce-moreno-manso de ser
Sinto vontade de escrever poemas.
Poemas sobre teus olhos
doces morenos-flecha,
Sobre esse tudo envolvente
que você respira
e que passa a residir na minha tez,
e até por dentro.
Eu sinto poemas
- são poemas! -,
poemas pulsando.
Poemas de quem recupera o fôlego.
Poemas de uma alma plena
(Alma llena... alma que achou na vida
uma causa pra ela viver).
domingo, 1 de outubro de 2006
Post Scriptum Político.
O post abaixo post foi escrito antes do debate dos candidatos na quinta feira, mas depois de uma série de entrevistas e depoimentos da Heloísa que me fizeram concluir que ela é, sim, ainda imatura para conseguir realizar coisas realmente concretas nessas eleições.
Ela tinha a faca e o queijo na mão pra facilmente destruir os discursos direitistas e reformistas desses candidatos outros por aí, mas não teve maturidade, não estava preparada para tal. Muitas vezes deixava de politizar o discurso pra cair em lugares comuns, atacando com agressividade políticos e jornalistas, em detrimento do que realmente merecia ser ouvido. A hora era de politizar o discurso no máximo possível, porque outra oportunidade como essa vai demorar a surgir - a corrupção desmascarada na boca do povo e uma frente de esquerda unida, apesar de tão heterogênea.
Fui assistir o debate dos candidatos na TV Globo quinta feira com receio. Heloísa chegou a colocar questões importantes, polarizou bastante com Geraldo Alckimin, colocou cartas significativas na mesa. Mas foram os minutos finais do jogo, e ainda assim ela deixou passar muita coisa, como a menção do Pró-Uni pelo candidato do PDT.
Isso tudo me entristece. Talvez eu esteja idealizando um herói esquerdista plenamente capaz de unir as oposições e tudo mais... mas acho que a política requer sempre uma quantidade razoável de fé. A militância é também um ato de fé, de crença em alguma coisa. A Frente de Esquerda juntou gente nos últimos tempos. Sabe-se lá quando isso poderá acontecer de novo.
Luis Inácio por mais 4 anos.Outro dia li uma biografia resumida do "metalúrgico".
Mas que grande sacanagem.
Bem... pelo menos ano que vem teremos Chapa Ação e Luta no Pedro II Humaitá, pra gritar contra esse e outros tantos que pisam na gente.
- Hoje o tempo tá mais com cara de que é dia de finados, não dia de eleição.
- Na verdade, é quase a mesma coisa.
Ela tinha a faca e o queijo na mão pra facilmente destruir os discursos direitistas e reformistas desses candidatos outros por aí, mas não teve maturidade, não estava preparada para tal. Muitas vezes deixava de politizar o discurso pra cair em lugares comuns, atacando com agressividade políticos e jornalistas, em detrimento do que realmente merecia ser ouvido. A hora era de politizar o discurso no máximo possível, porque outra oportunidade como essa vai demorar a surgir - a corrupção desmascarada na boca do povo e uma frente de esquerda unida, apesar de tão heterogênea.
Fui assistir o debate dos candidatos na TV Globo quinta feira com receio. Heloísa chegou a colocar questões importantes, polarizou bastante com Geraldo Alckimin, colocou cartas significativas na mesa. Mas foram os minutos finais do jogo, e ainda assim ela deixou passar muita coisa, como a menção do Pró-Uni pelo candidato do PDT.
Isso tudo me entristece. Talvez eu esteja idealizando um herói esquerdista plenamente capaz de unir as oposições e tudo mais... mas acho que a política requer sempre uma quantidade razoável de fé. A militância é também um ato de fé, de crença em alguma coisa. A Frente de Esquerda juntou gente nos últimos tempos. Sabe-se lá quando isso poderá acontecer de novo.
Luis Inácio por mais 4 anos.Outro dia li uma biografia resumida do "metalúrgico".
Mas que grande sacanagem.
Bem... pelo menos ano que vem teremos Chapa Ação e Luta no Pedro II Humaitá, pra gritar contra esse e outros tantos que pisam na gente.
- Hoje o tempo tá mais com cara de que é dia de finados, não dia de eleição.
- Na verdade, é quase a mesma coisa.
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