A vida é uma bela
d'uma duna de clichês:
grande, desconstruído e belíssimo
monte de grãos.
Tive um sonho
cincoemeiadatarde
que me desconstruiu o chão,
me afogou nesse monte de grão.
Quando venta um pouco mais forte
chão de areia é pó-de-vento.
Vai com o vento
E não tem mais chão.
E mais uma vez acordei humana
E me vi vi-vendo
tudo que me foi previsto,
mais minunciosamente do que havia previsto.
"Quem diria..."
Quem diria que eu viraria gente
tão como as outras.
Me lembro de pensar que era simples:
se eu saldasse meus problemas zero,
então bastava não mais cometer erro algum.
Acertei no pensar que é simples:
A vida segue simples
o curso dos tropeços e quedas.
Eu somo como todos eles.
São como eu,
somos.
O corpo são
no curso da vida humana.
Um sonho.
E só?
quarta-feira, 28 de junho de 2006
sexta-feira, 16 de junho de 2006
La Huída
Quiero huir.
Y no es cobardía decirlo así.
Tengo ganas de huir con él
O mismo sola.
Huir por la vida a fuera
Por la calle a fuera,
Sea cualquiera.
Como el vento que lleva la peña,
Soy el que lleva y el que vola,
Alma llena y sola.
Y no es cobardía decirlo así.
Tengo ganas de huir con él
O mismo sola.
Huir por la vida a fuera
Por la calle a fuera,
Sea cualquiera.
Como el vento que lleva la peña,
Soy el que lleva y el que vola,
Alma llena y sola.
sexta-feira, 9 de junho de 2006
Soneto ao Revés sobre o que Vale à Pena (ou Projeto que eu não consegui melhorar e deixei assim mesmo.)
(adaptado de 27.03.2006)
As noites quentes de ar pesado
em que o sol se faz presente
à penumbra prateada de sua consorte
As madrugadas esticadas ao meio dia
em que a fria lua se banha
nos raios salgados de quem a ama
São os dias em que a gente entende
que só aquele que aprende que
construir, proteger e lutar pelo Amor
é o que vale à pena
é que vive a vida plena.
Nas madrugadas de meio dia
E na magia das noites quentes
(furtivos encontros de amantes):
Aí é que mora o meu poema.
As noites quentes de ar pesado
em que o sol se faz presente
à penumbra prateada de sua consorte
As madrugadas esticadas ao meio dia
em que a fria lua se banha
nos raios salgados de quem a ama
São os dias em que a gente entende
que só aquele que aprende que
construir, proteger e lutar pelo Amor
é o que vale à pena
é que vive a vida plena.
Nas madrugadas de meio dia
E na magia das noites quentes
(furtivos encontros de amantes):
Aí é que mora o meu poema.
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