terça-feira, 23 de maio de 2006

E dessa você não sabia.

"Na noite de 15 de novembro de 1889, foi constituído o Governo Provisório da República recém-proclamada, tendo como Chefe o Marechal Deodoro, com poderes ditatoriais. (...) O primeiro ato do novo governo foi dirigir uma proclamação ao país, anunciando a mudança de regime e procurando justificá-la. Pelo Decreto n. 1 foi adotada, a título provisório, a República Federativa como forma de governo da nação brasileira, até que resolvesse a respeito o Congresso Constituinte que seria convocado. As Províncias do extinto Império foram transformadas em Estados federados.
De todas as Províncias chegaram logo manifestações de adesão ao novo regime, quase sempre da parte dos velhos partidos monárquicos. Destarte, a República foi estabelecida em todo o país praticamente sem lutas, salvo no Estado do Maranhão, em que antigos escravos tentaram esboçar uma reação, correndo às ruas da Capital com a bandeira do Império e dando vivas à Princesa Isabel. Foram dispersos pelo Alferes Antonio Belo, com o saldo de três mortos e alguns feridos. Os três negros, de que a História não guardou os nomes, foram os únicos mortos da Proclamação da República no Brasil."



(Bandeira Provisória do Brasil, até 19 novembro de 1889, reprovada por Marechal Deodoro, sendo oficializada a bandeira atual. Te remete à alguma coisa?)


13/06 - Brasil x Croácia (Copa do Mundo de Futebol)

30/05 - 1301 x 1303 (Campeonato Feminino de Futebol do Colégio Pedro II - 2ª e 3ª séries do E.M.)

terça-feira, 16 de maio de 2006

Eu quero fazer um poema.

Eu quero fazer um poema
Sobre como o Amor quebra os limites do tempo
Transcende o conceito de eternidade
Como caem uma por uma as parede do universo
Pelo efeito absoluto

do sentimento que desencarna o mundo.
É o éter, é o nada, é o tudo
É.

Ele convive com o materialismo dialético
Com a alta da Bolsa de NY
Ele permeia as gentes
E circula pelas veias velozes
E se encontra com a vida
Volta e meia
Quando no peito bate.

Quando no peito bate
É sentença definitiva:
Sentença final pra vida vã
E sentença reticente pr’uma outra coisa.

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Esqueleto/começo de poema que pelo visto não vai ter carne/continuação. "Deixa estar" - deixo!

Fora tudo que eu me perco, fora tudo mais que eu penso, eu só penso nele.

terça-feira, 2 de maio de 2006

Elegia do Tranqüilo Caos

A poesia secou em mim
porque eu enxerguei a necessidade metafórica
tola do homem.

Eu cansei dos sons das palavras
como instrumentos decorativos
ou, no pior dos casos,
como instrumentos de impacto
pra mais uma arte filosófica genérica.

As coisas se tornaram simplesmente coisas,
bem diante dos meus olhos.
Feituras das gentes,
as bestas gentes que acreditam ser a vida
essas todas coisas mortas
que elas inventam pra viver.

Isso não é um acesso de nojo,
revolta anti-humana.
Isso são fatos.
E é de constatar e expor fatos que eu vivo agora.
Porque eu mirei as coisas como elas são:
coisas,
sem filosofia,
sem polissemântica.

E eu não fui menos feliz por causa disso.
Ou fui?
Eu me intriguei defronte à vida humana,
Mas com aquele intrigar-se frio,
Desprovido de envolvimento emocional.