terça-feira, 29 de novembro de 2005

Pra das as caras

Estabaco

Menininha de bicicleta
se esborrachou!
Se estabacou:
voou o chiclete,
bateu com a cabeça no chão,

'ranhou o braço,
ralou joelho
caiu bonito!
(ou muito feio...)

Menininha quis chorar
mas respirou fundo.
Fechou o tempo,
ficou de bico e tudo.

Pensou até
uma porção de palavra feia
que ouviu na feira.

Caminhou com a bicicleta
como quem volta da guerra
(poeira, suor e sangue
como quem volta da guerra)

- A mamãe vai resmungar.
A mamãe vai reclamar.
...hoje não é meu dia,
como diz a minha tia.

(Baseado em fatos reais e doloridos)

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"Vaticano lança documento contra a cultura gay".
O Papa é pop.
O Papa não gosta de rock 'n roll e quer que todo mundo pegue AIDS.
O Papa é pop.
O Papa acha que gay é tudo doente e pecador.
E nem pra fazer um exorcismo em massa nesses viadinhos nojentos...

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Vou lançar um ode ao cabelo do João Moreira Salles. Aí sim, uma coisa totalmente inovadora e original.

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CP2 Summer school!

Será que teremos um Summer Dance com direito a Prom Queen?

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Ando tendo ultimamente certos devaneios mórbidos. Tô no hospital - paciente terminal? - e gente que me ama muito rindo e chorando. Mas eu sou como aqueles doentes de filmes, que 'tão sempre de bom humor, mesmo pálidos e magros, contando piadinhas.
Novos devaneios pra coleção!

- Êêêê, vamúz fazerumá féztaaaa
(palpite pra letra da próxima música a emplacar no top 10 mais tocadas do país)

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Que post besta!

Pá-rá! (pã pã) Pra animar a féz-tá!




quarta-feira, 23 de novembro de 2005

Poètique d’Epris Tristonho

J’ai besoin de mon coeur de volta.
Volta, coeur... mon amour que j’ai perdu.
Substitui les temps de soupir
Pelo teu jeito de sorrir.

Ah, douce coeur...

...parfois, il manque paroles.
Tanto me falta, sans toi.

terça-feira, 22 de novembro de 2005

Abaixo à exclusão territorial!

Então de repente me veio - por que é que ninguém tá nem aí pra Tocantins??

Quantos pessoas de Tocantins você conhece? O que você sabe sobre a cultura de Tocantins? História?
Quantas músicas você conhece cuja letra seja algo como "ôÔ, meu Tocantiiiins / góóósto de vocêÊê!"?

- Oi, tudo bom?
- Tudo! Já te apresentei meu amigo Zé? Ele veio lá de Tocantins!

Um diálogo desses é extremamente improvável de ter ocorrido na sua presença.

Pois cheeega disso! Dessa ignorância, dessa exclusão!



Habitante: tocantinense.
Situação geográfica - sudeste da região Norte.
Área: 277.321 km².
Limites: Maranhão (N e NE); Piauí e Bahia (L); Goiás (S); Mato Grosso (SO) e Pará (NO).
Características: planaltos (chapadas ao N e espigão Mestre a L); planície do médio Araguaia, incluindo a ilha do Bananal (SO).
Clima: tropical.
Cidades principais: Araguaína, Gurupi, Porto Nacional e Palmas.
Rios principais: Tocantins, Araguaia, do Sono, das Balsas e Paraná.
Hora local (em relação a Brasília): a mesma.
Colonização: portugueses e bandeirantes paulistas.
Economia - comércio, agricultura e pecuária.
Agricultura: arroz, milho, feijão e soja.
Pecuária e criações: bovinos, suínos, caprinos e ovinos.
Minérios: calcário, brita, gipsita, argila e ouro.
Indústria: alimentícia, madeireira, construção civil, metalúrgica e confecção.

Capital do Estado - PALMAS
Código DDD 0 XX 63 - Nº do telefone
Habitante - Palmense.
Situação geográfica - Área: 2.752 km².
Limites: Tocantinea (N); Paraíso do Tocantins (L); Porto Nacional, Monte Carmo (S) e Aparecida do Rio Negro (O).
Altitude: 260 m.
Economia - comércio, construção civil, indústria, pecuária e agricultura.
Indústria: cerâmica, artefatos de cimento e metalúrgica.

Formação histórica:
Desde o século XIX a idéia de separar as porções norte e sul de Goiás já alimentava movimentos populares. Em 1821, uma revolta separatista eclode ao norte de Goiás. Em protesto contra o isolamento da região, promovido pelo rei Dom João VI, o desembargador Joaquim Teotônio Segurado proclama o governo autônomo de Tocantins. A revolta é dominada por Caetano Maria Gama, primeiro presidente da província, nomeado por Dom Pedro I em 1824. No início do século, a idéia é retomada, mas, só a partir da década de 70 passa a ser seriamente discutida no Congresso. Criado por determinação da Assembléia Nacional Constituinte, em 1988, é o mais novo Estado brasileiro, formado com o desmembramento de 277.321 km² que pertenciam ao Estado de Goiás.

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Eu gosto dessa política 'o-blog-é-meu-falo-nele-o-que-quiser'. Salve a liberdade de expressão! Salve Tocantins!

quinta-feira, 17 de novembro de 2005

Fragmentos

Obs.: Não garantimos a integridade/qualidade/originalidade/utilidade/entretenibilidade (?) do que vem a seguir. Siga, se tem coragem!
Na pior das hipóteses, "pelo menos tá coloridinho!"


Diz-me, Guel

- Proteja o patrimônio Público!

...Proteja o patrimônio
________________poético
________________pútrido
________________projeto
________________progétil
,por favor.
,por obséquio.


Conclusão

É preocupante:
Começo a sentir os sintomas.
É intrigante, assustador.

Eis o remédio:
Me toma.

Pós-Qualquer Coisa

Eu não tenho nada pra escrever.
não tenho pensamentos formados
formações de pensamentos
expressões ou pré-idéias
Idéias(-)pré-intuídas que soem como possível poesia
Eu não intuí nada
Não sinto penso sei
E escrevo como se recitasse
(com nojo)
fosse um homem suado como aqueles
e gesticulasse com afronta à platéia
Escrevo assim
como um personagem sem rosto
real e que cospe no microfone
e no desafortunado que está a menos
de 5 metros de distância
do palco
de luz amarela e foco
no homem suado
de que uso o corpo
pra recitar-escrever
esse monte de nada difuso.

Decida-se por um Título

- Devenda o escrever, me alumia.
- Ex-crê-ver. É sobre o que antes cria e agora vê.

segunda-feira, 14 de novembro de 2005

Minha mente supostamente criativa não pensou num título e desistiu

Fim de Tarde


[Águas, me levem!]

Está frio aqui.
Eu tremo, tremo um pouco.
Anseio por cobertura.

...por encostar minha cabeça no seu ombro,
Com os olhos no horizonte,
Quando estivéssemos lado a lado
Sentados, num silêncio puro
(no qual se pudesse ouvir música até),
E ventasse bem.

O movimento leve
Tão natural
Lhe causaria surpresa
- eu suporia –
Mas você não se atreveria a mover-se,
Com medo de interferir no tanto mágico
Que haveria ali.

E quedaríamos os dois
No silêncio música
,minha cabeça no seu ombro,
Desafiando nosso romance mudo,
Platônico em tudo, literário
Desafiando isso e pontuando a magia
E a inquestionável perfeição do momento.

Nós e tudo isso,
Em frente ao mar.

Seria fim de tarde.

[me levaram.]

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Meu caderno-laranja acabou.
Passamos por coisas, eu e meu caderno.
Na verdade o caderno nem passou por tanta coisa assim.
De repente umas viajens esquisitas, farelo de biscoito, areia, sabão e chuva.
Eu passei por coisas.
Comecei nele dia... 29 de dezembro do ano passado.
Aí 'cabou hoje.
Tchau, caderno.
A despedida nossa foi na praia, onde escrevi o aí de cima.
No fim do dia, ganhei outro.
É o caderno-vinho.
Prazer, caderno vinho.
Mas isso eu tenho que dizer a ele depois.

CEP 20 000 amanhã. Vai que eu sou tomada por um espírito e entro no palco-livre e recito.
Vai que isso acontece. Estaremos lá pra ouvir e pra não deixar Ms. Roman ter um piripaque.

sexta-feira, 11 de novembro de 2005

De duas e pouco às seis e quarenta - Os Resultados de Eliza 'quim casa:

Ex-Brisa Ex-Bruma ou Eliza Espuma

Não precisa mais orar pro vento:
A gente se viu e as nuvens se dissiparam.
Ta tudo negro,
Ta tudo claro.

Se do vento as bênçãos findaram
Finca a prece
E junte as mãos...
às minhas mãos.

Isso que tem entre a gente
é oração, meu bem.
Mais forte que isso até,
é um bem, é um dom
que se faz na gente assim
meio com jeito de fé
e um pouco som
pra calar as nossas figas
E simplesmente ficar,
Ser.
Que música é.
Como o tempo sem vento
Sem movimento
Mas não estático
Mágico e quieto
e umas notas no piano.


Passivoparadoxo
(título orignal: Liliane ou Ciúme)

Esquecendo isso de afeto
Pare um pouco com as pedras
que eu já não tenho mãos:
decidi não retrucar.

As pedras vão cair na sua cabeça por si
sóis.
Nota e estrela.
Eu, contradição ambulante, volto ao afeto.
Que sentir, mesmo sem ti,
já é alguma coisa.
Que sem ti, mesmo sentir
é meio... menos.
Mas não importa mais.


Toda Porta que Houver Nessa Vida

Eu quero a chave de uma porta tranqüila
Com sabor de sala vazia
Noz na batida e o imbróglio da sede
Valsando o tédio em melodia

Ser sertão, ser Carolina
To na cor do couvert dessa vida.
To na flor do convés nessa vida.

quarta-feira, 9 de novembro de 2005

Perspectando

Apresentação

Aí, ao contrário do costumeiro, eu acabei escrevendo direto no word, pensando que era papel. Aí eu fiquei 'ah, aqui é feio. Vou imprimir e guardar'. Aí eu lembrei que a impressora não funcionava aqui. Aí eu enviei um e-mail pra mim mesma com o negócio, pra imprimir depois no computador da minha mãe. Aí um dia eu lembrei do troço e fui imprimir. A impressora não quis. "Ah, mas aqui é feio. Que eu faço?". Aí eu resolvi postar aqui mesmo. O blog é meu, faço o que quiser.

*Lendo_Macunaíma, Mário de Andrade (Porque é que é só "ouvindo"? Vamo mudá.)

E vamos ao dito cujo...

Perspectando.
(1.11.05)

Eu sou uma menina que um dia inda faz sucesso. Cê vai ver. Vou ter uma biografia maneira na lista de escritores brasileiros antológicos (o problema só é que pra ser maneira, vai necessitar de um final trágico, ou de repente uns momentos de tensão...).

Hm, não, num sei se eu vou ficar famosa não.
Vamos perspectar.

Era uma vez eu. E tudo mais que me aconteceu até hoje. Adicione-se mais toda a tensão terceiro-ânica, o estudo independente, provas, etc. Suponha-se que eu passe. Entre os 20 primeiros para o curso de História na UFRJ (porque há de se ser otimista ao perspectar) e também com uma boa colocação na UFF.

Inicia-se o curso na UFRJ. Eu tenho uma vida acadêmica intensa. E tudo mais que mereçam os meus vinte anos.
E de alguma forma eu me destaco. Uma forma interessante que caia bem na minha biografia maneira. E então, destacando-me, escrevendo, discursando, eu vou me tornando alguma coisa... que é outra coisa, mas é a mesma coisa.
Então aí eu me formo. Com um louvor diferente do habitual. Com meu projeto inovador já em vias de se iniciar. O meu grande projeto, o principal dentre as demais idéias minhas que constarão na minha biografia como dica do que virá a seguir para o leitor.
E aí começa a minha vida. Outra vida, que é a mesma vida. Eu uso aqueles óculos e o cabelo em coque como as mulheres de ares intelectuais dos cartazes publicitários (tão subestimados!) de designers de óculos. Sensual, feminista e esmagadora. Como as mulheres de ares intelectuais dos cartazes publicitários dos óculos. E revolucionária. E linda, obviamente.

Dos meus devaneios do futuro, que são puramente gráficos, não vou muito além disso. Da mesma forma que é bastante vago, já está meio intrínseco. E interessantemente não casa com o devaneio de velhice que me habita. Uma senhora gorda, de cabelos curtos e brancos, usando um vestido de malha fina, com botões de cima a baixo, florzinhas miúdas vermelhas e azuis, riso estampado e gostoso. Uma velhinha gorda, talvez no Jardim Botânico. Muito alta, nada parecida comigo. E realmente nada parecida com a mulher dos cartazes publicitários de designers de óculos. É uma mulher, outra mulher. Não é a mesma, definitivamente não sou eu.

E é aí que se conclui o perspectar – incógnita.
E é assim que tem de ser.

Se bem que passar na UFRJ com uma boa colocação não seria mal, não.

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P.S.: Ih, tá comprido outra vez. Ah, paciência!

domingo, 6 de novembro de 2005

Pensamentos do Dia
(Quer dizer, d'O Globo)
(Quer dizer, do Rosa de Plutão)
(Quer dizer... é, não foi engraçado)

"(...) Éramos o distrito federal, já não somos. Éramos a cidade-estado, já não somos. Éramos um centro econômico importante, a cada dia somos mais irrelevantes. Nossos times de futebol ganhavam campeonatos, hoje são o que são. Produzíamos homens públicos de dimensão nacional e hoje vivemos à sombra de homens miúdos. Homens, aliás, que servem de medida da nossa estatura e da nossa ambição, já que não existiriam se nós não os elegêssemos. Apesar de tudo isso, ainda somos importantes. Nossa importância não pode ser medida por índice materiais. Ela repousa num valor intangível: somos a imagem que o Brasil tem de si mesmo. (...) Somos o retratro de Dorian Gray do país. A imagem que não mente."

João Moreira Salles, cineasta e documentarista, professor da PUC-Rio, diretor de 'Notícias de uma Guerra Particular' e 'Entreatos', sobre a cidade do Rio de Janeiro.

"(...) pude constatar que Lula e Bush têm muito em comum, afinal de contas os dois são de direita e adeptos do neoliberalismo assassino"

Agamenon Mendes Pedreira, Cavaleiro do humor jornalístico

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Volta e meia eu penso que esse blog não tem razão de ser.
Volta e meia eu penso que é o meio mais viável, considerando-se as circunstâncias histórico-sociais em que estou inserida.
Penso no futuro com esperança, às vezes. Às vezes como consolo e certas vezes com desgosto ("hipocrisia?").

Blá blá blá, às vezes eu me toco que ninguém vai ler nada disso mesmo. E que, se ler, o que há de acontecer?

Blá blá blá.