Um monte de material de leitura pra vocês!
Primeiro: Última poesia:
Caminho
Continuo a caminhada pela estrada sozinha
,contínua caminhada pela sozinha estrada
Nessa terra(cota) que não é minha
Segue sozinha minha caminhada
Entre meus passos não cabem entrelinhas
por não ser minha essa terra-estrada
Cada passo que passa e fica pra trás
é seguro velho conhecido passado.
E os outros passos novos (in)finitos
vão trilhando uma coisa que eu não sei.
[é como se cada passo-frente-cego
construisse o novo tanto de terra pra pisar]
Moto_____e contínuo.
Barra da roupa suja de terra
Pra frente, pra frente
Cai, levanta, pra frente
Poeira da terra na vista
(essa terra que não é minha)
Segue seca a terra da pista
E eu sigo seguindo sozinha.
Segundo: Trecho do texto do Arnaldo Bloch d'O Globo de Sábado, 29/10/05, que contribuiu na minha não publicação da poesia (hehe, grande Arnaldo-Bloch-Senhor):
"[...] As crônicas de Nicolau Pacífico não iam nem bem nem mal, Eram lidas, tinham lá o seu fã-clube, mas não chegavam aos pés do sucesso de Fulgêncio Jabatolá, que revezava o espaço com ele em semanas intercaladas.
Um dia, o badalado Fulgêncio Jabatolá encontrou Nicolau Pacífico tristalhão na mesa de um botequim muito em voga em M.
Magro, com a tez pálida e penserosa, tomava gim na garrafa coberta por saco de pão. Sinceramente preocupado, Jabatolá sentou-se em sua mesa.
- O que é que há, Nicolau?
- Nada. Não há nada. É isso. É isso que á. Nada. Compreende?
O gordo Fulgêncio Jabatolá franziu os pequenos olhos numa expressão compungidae tomou um gole de seu xarope light.
Refletiu, suspirou. Apoiou a mão sobre o braço magro e trêmulo do colega.
- Pois eu vou te dizer o que há. Pára de escrever difícil. Desiste de evocar esses temas sombrios. De falar de emoções contraditórias, visões transcendentes ou belezas insólitas. Deixa de achar que é poeta. Busca o bom. O tom. Sua vida se transformará.
- Bah! - limitou-se a responder Nicolau., afastando a mão generosa do rival e mergulhando a cabeça entre os braços.
- Pense. Pense no que digo - e levantou-se, deixando Nicolau com seus fantasmas. [...]"
Terceiro: Eeee... Paquetá.
"eu zanguei numa cisma eu sei
tanta birra é pirraça e só
que essa teima era eu não vi
e hesitei, fiz o pior
do amor amuleto que eu fiz?
deixei por aí
descuidei dele quase larguei
quis deixar cair
(tsc tsc)
Mas não deixei
peguei no ar
e hoje eu sei
sem você sou pá furada."
Quarto:
Gurudeva Hamara Pyara
Hai Jyvana Ko Adhara
'Brigada.
(é, esse foi pessoal.)
Adieu!
segunda-feira, 31 de outubro de 2005
quarta-feira, 26 de outubro de 2005
Não me assuste que eu acredito.
Sambáque
Uma coisa pouca aconteceu
Pra me mostrar como eu sou coisa pouca.
Restos.
Um monte de lascas.
Pedaços
Passos
Poucos.
Eu sou um monte de pouca coisa.
Migalhas, pedaços
Por isso o monte.
Um monte pouco
Monte pequeno
Monte comum
Pouca-coisa-monte.
A vida vai se fossilizando na gente.
Há vida;
O orgânico se deteriora
E o que fica é rocha e intrínseco.
Vira tatuagem.
Que nada, vira cicatriz.
Cicatriz fossilizada, minério.
Eu sou um pequeno monte de pouca coisa.
Pedaços
Vários pedaços
E o responsável por isso
é osmótico – às vezes o lado de dentro,
Às vezes o lado de fora.
Um monte de lixo fossilizado.
Uma bela e insignificante pedra do litoral,
que não se move,
Nem com o mais forte vento do litoral.
Uma coisa pouca aconteceu
pra me abrir a cortina da verdade sobre mim,
que eu vou afogar
pra poder seguir vivendo.
[O fundo do poço: me comparei a um sambaqui!]
Ah, ó só, tesourinho!: http://2malucosemacao.weblogger.terra.com.br/index.htm
Uma coisa pouca aconteceu
Pra me mostrar como eu sou coisa pouca.
Restos.
Um monte de lascas.
Pedaços
Passos
Poucos.
Eu sou um monte de pouca coisa.
Migalhas, pedaços
Por isso o monte.
Um monte pouco
Monte pequeno
Monte comum
Pouca-coisa-monte.
A vida vai se fossilizando na gente.
Há vida;
O orgânico se deteriora
E o que fica é rocha e intrínseco.
Vira tatuagem.
Que nada, vira cicatriz.
Cicatriz fossilizada, minério.
Eu sou um pequeno monte de pouca coisa.
Pedaços
Vários pedaços
E o responsável por isso
é osmótico – às vezes o lado de dentro,
Às vezes o lado de fora.
Um monte de lixo fossilizado.
Uma bela e insignificante pedra do litoral,
que não se move,
Nem com o mais forte vento do litoral.
Uma coisa pouca aconteceu
pra me abrir a cortina da verdade sobre mim,
que eu vou afogar
pra poder seguir vivendo.
[O fundo do poço: me comparei a um sambaqui!]
Ah, ó só, tesourinho!: http://2malucosemacao.weblogger.terra.com.br/index.htm
Shh...

Pra Natassja, que reclamou da falta de informação visual.
Estamos em momentos potencialmente... potenciais.
Aí então acho que não direi grandes coisas por um tempo aqui.
Não que eu já tenha dito! Quem sabe?
Mas eu up-dato você(s).
Tchau!
terça-feira, 25 de outubro de 2005
UM MONTE DE COISAS IDIOTAS!
Pindaíba!
Pá!
Pé!
Pindamoiangaba!
Iguana!
Peça!
Pequeno!
Pé!
Pá!
Um monte de coisas idiotas!
Mané!
Mão!
Mãe!
Mim!
Mór!
Moer!
Um monte de coisas idiotas!
(Ih, minha mãe não é idiota...)
Dórémifásollásí!
VAI ROUBAR A CASA DA SUA MÃE!
Alguém me dá trinta reais?
Pá!
Pé!
Pindamoiangaba!
Iguana!
Peça!
Pequeno!
Pé!
Pá!
Um monte de coisas idiotas!
Mané!
Mão!
Mãe!
Mim!
Mór!
Moer!
Um monte de coisas idiotas!
(Ih, minha mãe não é idiota...)
Dórémifásollásí!
VAI ROUBAR A CASA DA SUA MÃE!
Alguém me dá trinta reais?
domingo, 23 de outubro de 2005
Caymmiotragédya
É doce morrer no mar
_______________remoto
Nas ondas verdes do mar
__________________remoto
É doce morrer no mar
_______________é moto
Nas ondas verdes do mar
__________________é moto
É doce morrer no mar_emoto.
Nas ondas verdes do mar_é morto.
[Maré morta no amor pescador.]
Bas.: É Doce Morrer no Mar - Dorival Caymmi
_______________remoto
Nas ondas verdes do mar
__________________remoto
É doce morrer no mar
_______________é moto
Nas ondas verdes do mar
__________________é moto
É doce morrer no mar_emoto.
Nas ondas verdes do mar_é morto.
[Maré morta no amor pescador.]
Bas.: É Doce Morrer no Mar - Dorival Caymmi
quarta-feira, 19 de outubro de 2005
Interprete como quiser. Ham.
, . ;
!#$¨&*()_+{[ª}^º~?/?°"'
As possibilidades
de felicidade
são egoístas
,meu amor.
É necessário parar com a desordem de personalidade.
É necessário deixar a lacunidão.
É necessário parar com a desordem de personalidade.
É necessário deixar de querer ser.
É necessário ser.
É necessário ser necessário.
É necessário ser descartável.
É necessário ... que ser descartável o quê! Descartável o diabo que o carregue. Vixe...
O teu amor é uma mentira
que a minha vaidade quer.
- Já passou da hora...!
- Mas isso de hora não existe.
Peso Liq. 200 g
NET WT: 7.05 oz
E quando acaba a gente pensa
que ele nunca existiu.
"Por que é que EU não penso nisso?"
MODERNISMO
MODERNO
MODO
MORDO
MORDAÇA
MORDACISMO
se a vida é tão desconhecida e mágica?
Isso não foi ensaiado.
Tem aqueles que ensaiam
E os que não.
!#$¨&*()_+{[ª}^º~?/?°"'
As possibilidades
de felicidade
são egoístas
,meu amor.
É necessário parar com a desordem de personalidade.
É necessário deixar a lacunidão.
É necessário parar com a desordem de personalidade.
É necessário deixar de querer ser.
É necessário ser.
É necessário ser necessário.
É necessário ser descartável.
É necessário ... que ser descartável o quê! Descartável o diabo que o carregue. Vixe...
O teu amor é uma mentira
que a minha vaidade quer.
- Já passou da hora...!
- Mas isso de hora não existe.
Peso Liq. 200 g
NET WT: 7.05 oz
E quando acaba a gente pensa
que ele nunca existiu.
"Por que é que EU não penso nisso?"
MODERNISMO
MODERNO
MODO
MORDO
MORDAÇA
MORDACISMO
se a vida é tão desconhecida e mágica?
Isso não foi ensaiado.
Tem aqueles que ensaiam
E os que não.
segunda-feira, 17 de outubro de 2005
Fragmentos na/da Casa de Rui Barbosa
Abricó de Macaco
Areca Bambu
Chuva de Ouro
Tamareira do Cabo
Extremosa
Jasmim Manga
Trepadeira do Paraíso.
(E duas florzinhas que eu guardei na mochila e ficaram amarronzadas.)
(...)
Sensação durante-picadas
coça coça coça
- Vai levar uma coça!
(...)
Formigas me mordam!
Não, não! Era brincadeira
Mosquitotown
Townsville
Towncity
Towny toons
Town and tan and young and lovely
townbaté
(...)
Agora veio um bicho assustador e eu levei um susto e uma moça bocejou e disse ai ai e o bebê que era menino subiu na coisa de cimento e depois desceu e a moça falou com a outra e disse coisas que eu ouvi mas não distingüi mas eu entendi sabe e as mulheres com os bebês ficam indo embora e eu procurei um motivo plausível mas não achei direito e então eu pensei outra coisa tem um monte de bichinho andando em mim tudo bem a menos que eles sejam venenosos ou transmitam protozoários mas acho que eles são muito bebês pra isso então deixa e eu ainda ouço sons de vozes são os pais e responsáveis que conversam e os bebês no colo com suas expressões de bebê que nem eu tinha e todo mundo tinha quando era bebê só que eu gostava de andar de cara amarrada e era meio autista pelo menos parece TRIM TRIM
//uma formiga de abdômem vermelho!
divulgar é uma palavra do demo
(...)
Agora meu nariz tá coçando e não seria de todo ruim voltar a usar pontuação.
(...)
[Tem um moço escrevendo em outro banco. Ele usa bigode, cavanhaque e tem um cabelo tigela curto]
---------------------
Eu nem fiz o que eu fui fazer lá. E olha que o Rui é o cara da lambança do Encilhamento.
(Se você está perto do vestibular e não sabe disso, não pense que eu te perdôo por causa da greve.)
Areca Bambu
Chuva de Ouro
Tamareira do Cabo
Extremosa
Jasmim Manga
Trepadeira do Paraíso.
(E duas florzinhas que eu guardei na mochila e ficaram amarronzadas.)
(...)
Sensação durante-picadas
coça coça coça
- Vai levar uma coça!
(...)
Formigas me mordam!
Não, não! Era brincadeira
Mosquitotown
Townsville
Towncity
Towny toons
Town and tan and young and lovely
townbaté
(...)
Agora veio um bicho assustador e eu levei um susto e uma moça bocejou e disse ai ai e o bebê que era menino subiu na coisa de cimento e depois desceu e a moça falou com a outra e disse coisas que eu ouvi mas não distingüi mas eu entendi sabe e as mulheres com os bebês ficam indo embora e eu procurei um motivo plausível mas não achei direito e então eu pensei outra coisa tem um monte de bichinho andando em mim tudo bem a menos que eles sejam venenosos ou transmitam protozoários mas acho que eles são muito bebês pra isso então deixa e eu ainda ouço sons de vozes são os pais e responsáveis que conversam e os bebês no colo com suas expressões de bebê que nem eu tinha e todo mundo tinha quando era bebê só que eu gostava de andar de cara amarrada e era meio autista pelo menos parece TRIM TRIM
//uma formiga de abdômem vermelho!
divulgar é uma palavra do demo
(...)
Agora meu nariz tá coçando e não seria de todo ruim voltar a usar pontuação.
(...)
[Tem um moço escrevendo em outro banco. Ele usa bigode, cavanhaque e tem um cabelo tigela curto]
---------------------
Eu nem fiz o que eu fui fazer lá. E olha que o Rui é o cara da lambança do Encilhamento.
(Se você está perto do vestibular e não sabe disso, não pense que eu te perdôo por causa da greve.)
quinta-feira, 13 de outubro de 2005
Sorbonne Foucault Strauss Sartre Nietzsche Schopenhauer Robespierre Sócrates Wagner Pessoa Goethe Werther Werther Werther Shakespeare e o seu Otelo negro Werther Werther Desdêmona e o seu Otelo Negro Werther - .
Jean-Luc Godard.
Hmm, eu quero saber de tudo, de tudo... Sim, eu quero saber tudo... Só pelo prazer de saber... Não que eu odeie não saber, mas como eu gosto de saber...
(Momento Gollum esfrega as mãos compulsivamente, olha pros lados furtivamente, sussura pra si mesmo autistamente)
Porque essa coisa de loucura é balela. Eu acho e o cara que escreveu o artigo que eu tava lendo também. "A loucura não passa de uma máscara que esconde alguma coisa, esconde um saber fatal e demasiado certo".
É, sinto muito. Foi mal aí pra você que sentia tanto orgulho em lamentar sua insanidade. É todo mundo normal, meu filho, é todo mundo Homo Sapiens, até que se prove o contrário. Além do mais, 'normal', 'anormal'... conceitos. As pessoas criam conceitos e as tomam por verdades transcedentais e eternas, e esquecem que a origem dos mesmos tá na sua cabeça. Além de balela, é um bocado de burrice.
Mas é isso aí! Começar a querer quebrar verdades demais acaba fazendo brotar umas idéias de suicídio/homicídio na cabeça do indivíduo, então é melhor abanar a cabeça e ir colocar o pão de queijo no forno.
Pulverização é uma palavra da qual eu sempre gostei. Parece pulga.
Ah, olha, quem escreve aqui hoje é uma faceta estreante da Rosa. Estreante por aqui, porque ela já é bem véia.
Falôu!
Jean-Luc Godard.
Hmm, eu quero saber de tudo, de tudo... Sim, eu quero saber tudo... Só pelo prazer de saber... Não que eu odeie não saber, mas como eu gosto de saber...
(Momento Gollum esfrega as mãos compulsivamente, olha pros lados furtivamente, sussura pra si mesmo autistamente)
Porque essa coisa de loucura é balela. Eu acho e o cara que escreveu o artigo que eu tava lendo também. "A loucura não passa de uma máscara que esconde alguma coisa, esconde um saber fatal e demasiado certo".
É, sinto muito. Foi mal aí pra você que sentia tanto orgulho em lamentar sua insanidade. É todo mundo normal, meu filho, é todo mundo Homo Sapiens, até que se prove o contrário. Além do mais, 'normal', 'anormal'... conceitos. As pessoas criam conceitos e as tomam por verdades transcedentais e eternas, e esquecem que a origem dos mesmos tá na sua cabeça. Além de balela, é um bocado de burrice.
Mas é isso aí! Começar a querer quebrar verdades demais acaba fazendo brotar umas idéias de suicídio/homicídio na cabeça do indivíduo, então é melhor abanar a cabeça e ir colocar o pão de queijo no forno.
Pulverização é uma palavra da qual eu sempre gostei. Parece pulga.
Ah, olha, quem escreve aqui hoje é uma faceta estreante da Rosa. Estreante por aqui, porque ela já é bem véia.
Falôu!
terça-feira, 11 de outubro de 2005
Biocinegrafia
Uma tarde desagradável no estágio. Tudo bem, acontece. Fim da visita, hora de zarpar.
O melhor lugar do mundo (não o melhor, mas uma enfasezinha não machuca) e o mais improvável: a Quinta da Boa Vista às quatro horas da tarde. Desconsidere-se a sensação de perigo constante e as criaturas suspeitas rondando; é fantástico. A iluminação é excelente, há sempre uma brisa na temperatura ideal e, até quando chove, a lama não incomoda, diverte.
Fui descendo as rampas daquele jeito iminente, meio pulando. E foi aí que o diretor desse filme-vida teve uma sacada genial. Música. Era um Sistema Central de Música do Mundo. Eu olhava a Quinta com os olhos cerrados por causa do vento e da luz quando a música começou.
- Eu sei que ela nunca mais apareceu
na minha vida, minha mente novamente
E, como nesses bons filmes excusos por aí, a câmera-visão focou um palco grande, no meio do parque, e eu me lembrei do show qua aconteceria ali amanhã. Fez-se a razão, porque o filme é vida. Obrigada, senhor Dylon, por me proporcionar um momento único, que foi a passagem de som do seu show. Era o cd do Cidade Negra, pela versão da música, o acústico. Eu nem gosto muito desse cd. Mas acompanhei a melodia.
- Permita que o amor invada sua casa, coração! Que o amor...
Fui andando e sorrindo um sorriso discreto e olhando pra baixo. É, senhor diretor, grande sacada. O Sistema Central de Música do Mundo. Aquele do qual eu sempre falei e sempre entendi porque não tinha como encaixar no roteiro.
Mas como nesses filmes-verdade espalhados por aí, a música parou e um pivete bloqueou minha saída da Quinta. Me pediu dinheiro e, como eu continuasse andando e dissesse que não tinha, ele me disse coisas que não serão reproduzidas nesse relato. Filme é filme e texto sobre filme é chacota.
A corrida para atravessar as três ruas até o ponto do ônibus foi libertadora. Entrei, me sentei, prendi o cabelo, abri o livro. Passei os olhos por algumas palavras, fechei o livro e acabou o relato.
Senhor diretor, você é um gênio.
O melhor lugar do mundo (não o melhor, mas uma enfasezinha não machuca) e o mais improvável: a Quinta da Boa Vista às quatro horas da tarde. Desconsidere-se a sensação de perigo constante e as criaturas suspeitas rondando; é fantástico. A iluminação é excelente, há sempre uma brisa na temperatura ideal e, até quando chove, a lama não incomoda, diverte.
Fui descendo as rampas daquele jeito iminente, meio pulando. E foi aí que o diretor desse filme-vida teve uma sacada genial. Música. Era um Sistema Central de Música do Mundo. Eu olhava a Quinta com os olhos cerrados por causa do vento e da luz quando a música começou.
- Eu sei que ela nunca mais apareceu
na minha vida, minha mente novamente
E, como nesses bons filmes excusos por aí, a câmera-visão focou um palco grande, no meio do parque, e eu me lembrei do show qua aconteceria ali amanhã. Fez-se a razão, porque o filme é vida. Obrigada, senhor Dylon, por me proporcionar um momento único, que foi a passagem de som do seu show. Era o cd do Cidade Negra, pela versão da música, o acústico. Eu nem gosto muito desse cd. Mas acompanhei a melodia.
- Permita que o amor invada sua casa, coração! Que o amor...
Fui andando e sorrindo um sorriso discreto e olhando pra baixo. É, senhor diretor, grande sacada. O Sistema Central de Música do Mundo. Aquele do qual eu sempre falei e sempre entendi porque não tinha como encaixar no roteiro.
Mas como nesses filmes-verdade espalhados por aí, a música parou e um pivete bloqueou minha saída da Quinta. Me pediu dinheiro e, como eu continuasse andando e dissesse que não tinha, ele me disse coisas que não serão reproduzidas nesse relato. Filme é filme e texto sobre filme é chacota.
A corrida para atravessar as três ruas até o ponto do ônibus foi libertadora. Entrei, me sentei, prendi o cabelo, abri o livro. Passei os olhos por algumas palavras, fechei o livro e acabou o relato.
Senhor diretor, você é um gênio.
domingo, 9 de outubro de 2005
A Pindamoiangaba dos meus sonhos
Bem vindo. Esse é um post dadanarcisista. Boa viagem e obrigada.
DESLIGA O COMPUTADOR E VAI LER UM DICIONÁRIO!
QuilinduZÓlhus, quilinduZÓlhus teinvocêÊ!
. Guerra do Paraguai
. Guerra Civil Espanhola
chimango duma figa!
Duma
Dumas
Dante
Dotô
TIRE oseupiercingdocaminhoqueeuqueropassarqueropassarcomaminhador
Rua Fernando Collor de Melo, três três um, novecentos e três.
Rua Presidente Fernando Melo
... Boaventura?
CUCA LAMPIÃO
- Eu tenho coisas a dizer.
- Então diz, tô segurando sua boca?
Uma coisa em detrimento da outra.
Esse é o anti-teatro teatral.
trólogo
trol
velotrocípede

E no fim, "os senhores serão insultados".
DESLIGA O COMPUTADOR E VAI LER UM DICIONÁRIO!
QuilinduZÓlhus, quilinduZÓlhus teinvocêÊ!
. Guerra do Paraguai
. Guerra Civil Espanhola
chimango duma figa!
Duma
Dumas
Dante
Dotô
TIRE oseupiercingdocaminhoqueeuqueropassarqueropassarcomaminhador
Rua Fernando Collor de Melo, três três um, novecentos e três.
Rua Presidente Fernando Melo
... Boaventura?
CUCA LAMPIÃO
- Eu tenho coisas a dizer.
- Então diz, tô segurando sua boca?
Uma coisa em detrimento da outra.
Esse é o anti-teatro teatral.
trólogo
trol
velotrocípede

E no fim, "os senhores serão insultados".
sábado, 8 de outubro de 2005
A melhor letra de música de todos os tempos da última semana:
Eu sou bom de cama
Sei fazer café
E ninguém reclama
do meu café, né
Mas artista é o caralho
Eu sou bom de bola
Jogo com calor
Canto na viola
Sempre com amor
Mas artista é o caralho
Canto no banheiro
Sem vacilação
Já ganhei dinheiro
na televisão
Mas artista é o caralho
Gosto de cinema
Gosto de dançar
De fazer poemas
em papel de bar
Mas artista é o caralho
Já entrei na lista
De uma tal mulher
que é capoeirista
e tem samba no pé
Mas artista é o caralho
(Tocar no estilo Raul Seixas)
Autor não identificado, revista O Ralador, 4ª edição. Aplausos, aplausos.
Sei fazer café
E ninguém reclama
do meu café, né
Mas artista é o caralho
Eu sou bom de bola
Jogo com calor
Canto na viola
Sempre com amor
Mas artista é o caralho
Canto no banheiro
Sem vacilação
Já ganhei dinheiro
na televisão
Mas artista é o caralho
Gosto de cinema
Gosto de dançar
De fazer poemas
em papel de bar
Mas artista é o caralho
Já entrei na lista
De uma tal mulher
que é capoeirista
e tem samba no pé
Mas artista é o caralho
(Tocar no estilo Raul Seixas)
Autor não identificado, revista O Ralador, 4ª edição. Aplausos, aplausos.
sexta-feira, 7 de outubro de 2005
Olá, amigo intruso! Bem-vindo, aí.
People are just stupid.
Simplesmente burras.
Insistem em fazer as mesmas burradas.
Ficar com o idiota, magoar o cara legal, se submeter ao cara errado, se submeter às burradas.
Se apaixonar pela garota linda, aquela com o namorado. Aquela linda que nunca vai me querer. Aquela linda que gostou da minha poesia - a primeira que eu tomei coragem de entregar pra alguém - , namorou comigo um tempo e depois me disse que as coisas andavam estranhas e de repente era melhor terminar. Concordar com o rompimento, já que eu não poderia discordar daquela menina que eu amava de jeito nenhum.
Chorar em silêncio. Um silêncio que tem que vir a público. Aquele silêncio berrado, grito por atenção. All this anoying depressed-babling-crap... Pelamordedeus.
Bando de desregulados.
Falar demais, ficar calado, não fazer nada por cautela, acabar fazendo merda.
Falar em inglês, não falar em inglês de jeito nenhum;
Formar um currículo ao invés de personalidade.
Tem que ser muito Buda pra não dar a si mesmo motivo de arrependimento.
Sabe esse sentimento que você não assume de jeito nenhum? O inominável... Você-sabe-que(m).
Faz a merda. Demora o tempo necessário pra você se dar mal e constata que o que fez foi merda.
Aí vem o inominável, que você sente, sente bem, e aí exorciza de si pra seguir em frente.
MUDOU O ASSUNTO
ÊêÊ, texto bagunçado... Hoje eu entrei num monte de blogs. Li uns. Descobri a vida de um monte de gente que eu nunca vi. Ou um período delas. Ou uma fração de segundo em que eles pensaram alguma coisa, escreveram e publicaram. Aí é aquela famosa-nem-tão-famosa história: você conhece o fulano de vista. Você sabe o nome dele, você sabe onde ele mora, onde ele estuda, de quem ele é amigo, você encontra todo dia com ele na rua... mas você não o conhece oficialmente. Um dia, quando te apresentarem ao fulano, você vai fazer que nunca viu mais gordo. Ou então vai dizer "é, eu te conheço de vista da rua, eu acho". Mas antes, um dia, você vai se perguntar se por acaso Fulano já reparou na sua existência. Se por acaso ele também tem algum conhecido de um conhecido que te conhece, se ele também sabe seu nome e onde mora.
Se dá pra vasculhar tanto sem deixar registro, é quase certo que alguém vasculhe a sua vida também. Internet taí pra isso. Bem, não oficialmente, mas enfim. Então você, meu caro amigo mexeriqueiro, dê sinal de vida. Essa é a sua chance! Diga "olá, eu nem sei como vim parar aqui. O fato é que eu tô lendo esse blog dessa pessoa que eu não sem quem é. Ou sei. Sei lá". Nhéé, dar sinal de vida é cheio de desdobramentos. Continua invisível, if it pleases you.
Recado DiretoIndireto pr'uma pessoa que sabe/não sabe quem é (e que não deve lê-lo mesmo): Você é um manézão. Assim mesmo, com acento. Pois é, não leve isso como ofença ou desafio ou rancor ou qualquer outra coisa, já que você adora uma entrelinha. É só uma observação, uma constatação. Mas não faz mal, tá tranquilo. Você na sua manézisse e eu na minha. : )
ISSAAA! Foi mal aí, meu povo, porque essa joça está mega mal escrita. Paciência. Meus sinceros pêsames pra você que leu. (Aí ninguém lê p.n. e é uma belezura!)
Simplesmente burras.
Insistem em fazer as mesmas burradas.
Ficar com o idiota, magoar o cara legal, se submeter ao cara errado, se submeter às burradas.
Se apaixonar pela garota linda, aquela com o namorado. Aquela linda que nunca vai me querer. Aquela linda que gostou da minha poesia - a primeira que eu tomei coragem de entregar pra alguém - , namorou comigo um tempo e depois me disse que as coisas andavam estranhas e de repente era melhor terminar. Concordar com o rompimento, já que eu não poderia discordar daquela menina que eu amava de jeito nenhum.
Chorar em silêncio. Um silêncio que tem que vir a público. Aquele silêncio berrado, grito por atenção. All this anoying depressed-babling-crap... Pelamordedeus.
Bando de desregulados.
Falar demais, ficar calado, não fazer nada por cautela, acabar fazendo merda.
Falar em inglês, não falar em inglês de jeito nenhum;
Formar um currículo ao invés de personalidade.
Tem que ser muito Buda pra não dar a si mesmo motivo de arrependimento.
Sabe esse sentimento que você não assume de jeito nenhum? O inominável... Você-sabe-que(m).
Faz a merda. Demora o tempo necessário pra você se dar mal e constata que o que fez foi merda.
Aí vem o inominável, que você sente, sente bem, e aí exorciza de si pra seguir em frente.
MUDOU O ASSUNTO
ÊêÊ, texto bagunçado... Hoje eu entrei num monte de blogs. Li uns. Descobri a vida de um monte de gente que eu nunca vi. Ou um período delas. Ou uma fração de segundo em que eles pensaram alguma coisa, escreveram e publicaram. Aí é aquela famosa-nem-tão-famosa história: você conhece o fulano de vista. Você sabe o nome dele, você sabe onde ele mora, onde ele estuda, de quem ele é amigo, você encontra todo dia com ele na rua... mas você não o conhece oficialmente. Um dia, quando te apresentarem ao fulano, você vai fazer que nunca viu mais gordo. Ou então vai dizer "é, eu te conheço de vista da rua, eu acho". Mas antes, um dia, você vai se perguntar se por acaso Fulano já reparou na sua existência. Se por acaso ele também tem algum conhecido de um conhecido que te conhece, se ele também sabe seu nome e onde mora.
Se dá pra vasculhar tanto sem deixar registro, é quase certo que alguém vasculhe a sua vida também. Internet taí pra isso. Bem, não oficialmente, mas enfim. Então você, meu caro amigo mexeriqueiro, dê sinal de vida. Essa é a sua chance! Diga "olá, eu nem sei como vim parar aqui. O fato é que eu tô lendo esse blog dessa pessoa que eu não sem quem é. Ou sei. Sei lá". Nhéé, dar sinal de vida é cheio de desdobramentos. Continua invisível, if it pleases you.
Recado DiretoIndireto pr'uma pessoa que sabe/não sabe quem é (e que não deve lê-lo mesmo): Você é um manézão. Assim mesmo, com acento. Pois é, não leve isso como ofença ou desafio ou rancor ou qualquer outra coisa, já que você adora uma entrelinha. É só uma observação, uma constatação. Mas não faz mal, tá tranquilo. Você na sua manézisse e eu na minha. : )
ISSAAA! Foi mal aí, meu povo, porque essa joça está mega mal escrita. Paciência. Meus sinceros pêsames pra você que leu. (Aí ninguém lê p.n. e é uma belezura!)
quinta-feira, 6 de outubro de 2005
Todos Gatos
À noite, todos os gatos são pardos.
À noite, todos os gatos são pretos.
À noite, todos os gatos marrom castanho escuro preto e pixaim.
Eu vi as crianças que brincavam no lixo.
Gatos pequenos pretos pardos lixo e pixaim.
A madrugada avançou na minha noite
e é de manhã pr'as crianças que brincam.
Gatos todos pardos;
Que os brancos viram trasparentes.
Brancos querem invisíveis
pra não enxergar nem serem vistos.
À noite, gatos todos são pardos.
Os transparentes correndo fugindo,
olhando-mirando pra frente,
por entre os pretos gatos pixaim,
na noite quente ventania da terça-feira fome.
---
A vida tá querendo ficar difícil pra valer. Só pra dar lição de moral na gente, que andava reclamando pelos cantos.
À noite, todos os gatos são pretos.
À noite, todos os gatos marrom castanho escuro preto e pixaim.
Eu vi as crianças que brincavam no lixo.
Gatos pequenos pretos pardos lixo e pixaim.
A madrugada avançou na minha noite
e é de manhã pr'as crianças que brincam.
Gatos todos pardos;
Que os brancos viram trasparentes.
Brancos querem invisíveis
pra não enxergar nem serem vistos.
À noite, gatos todos são pardos.
Os transparentes correndo fugindo,
olhando-mirando pra frente,
por entre os pretos gatos pixaim,
na noite quente ventania da terça-feira fome.
---
A vida tá querendo ficar difícil pra valer. Só pra dar lição de moral na gente, que andava reclamando pelos cantos.
terça-feira, 4 de outubro de 2005
Quem-tem-me-do-de-coin-ci-den-cias-co-lo-ca-o-deee-doáá-qui!
Acaso / Destino / Samsara / a porra toda.
É maneiro, silmutaneamente sendo assustador. É assustador, simultaneamente sendo maneiro.
Ôô, sim, o mundo é um ovo. Vai que as história dos seis graus tá certa. Assustadormaneiro.
Hm... Astrologia / Mitologia / Previsões / Astronomia / Teologia / a porra toda.
Eu escolho mente aberta, pela possibilidade de fechá-la quando der vontade.
Ontem eu tive febre. Foi bom. Foi pouco e biologicamente interessante. O meu sistema imunológico que é uma porcaria funcionando... legal. Aí eu tomei Benegripe e hoje parto pra outra maratona de ar-condicionado. O Ivan falou que a febre foi overdose de festival. Deve ter sido mesmo, Manderlay foi o ápice do dodói.
Tudo mudou. As coisas mudam sempre-devezemquando, mas tem umas vezes que elas mudam mesmo. Esse lance de degraus. A gente vai subindo. Ou descendo, não importa. A questão é deslocar-se.
Eu mudei de degrau. Ou então cheguei pro lado. De repente eu meudei de escada. De repente nem era uma escada.
A vida é um filme comprido demais.
(Proferir frases bestas e peremptórias. Todo mundo faz. Burrice é quando você faz e acredita no que diz.)
Tchau, eu vou ver Seven Swords, agora.
Acaso / Destino / Samsara / a porra toda.
É maneiro, silmutaneamente sendo assustador. É assustador, simultaneamente sendo maneiro.
Ôô, sim, o mundo é um ovo. Vai que as história dos seis graus tá certa. Assustadormaneiro.
Hm... Astrologia / Mitologia / Previsões / Astronomia / Teologia / a porra toda.
Eu escolho mente aberta, pela possibilidade de fechá-la quando der vontade.
Ontem eu tive febre. Foi bom. Foi pouco e biologicamente interessante. O meu sistema imunológico que é uma porcaria funcionando... legal. Aí eu tomei Benegripe e hoje parto pra outra maratona de ar-condicionado. O Ivan falou que a febre foi overdose de festival. Deve ter sido mesmo, Manderlay foi o ápice do dodói.
Tudo mudou. As coisas mudam sempre-devezemquando, mas tem umas vezes que elas mudam mesmo. Esse lance de degraus. A gente vai subindo. Ou descendo, não importa. A questão é deslocar-se.
Eu mudei de degrau. Ou então cheguei pro lado. De repente eu meudei de escada. De repente nem era uma escada.
A vida é um filme comprido demais.
(Proferir frases bestas e peremptórias. Todo mundo faz. Burrice é quando você faz e acredita no que diz.)
Tchau, eu vou ver Seven Swords, agora.
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