quinta-feira, 29 de setembro de 2005

REFLEXOes.

A internet é injusta.
A internet não é o jeito certo...
A internet engana.
A internet revela.
A internet causa especulações.
A internet permite.
A internet facilita.
A internet faz navegar (num mar desconhecido, à noite, sem nenhuma luz).
A internet apresenta.
A internet faz representar.
A internet induz a ilusões - ilusões induzem ao caos psicológico... com possibilidades de recuperação.

(...muitas outras frases iniciadas por "A internet" depois...)

Isso tudo dá mó medão.
Neo-ludismo? É bom estar atento.
Esse negócio de progresso... é bom estar atento.

Orkut, o protótipo primário do sucesso estrondoso - o novo instrumento de espionagem amadora.
Todo mundo faz.
(Agora você pensa na parte do 'a internet faz isso e aquilo' outra vez.)

(Não) é paranóia, esta aí.


Gosto bastante de andar comigo. Só comigo. Chega alguém mais e eu começo a ser humana. É chato à beça.

Ando flertando muito com o centro da cidade. É um campo gostoso pra andar comigo.

- Eu concluí que quando estou com você entro automaticamente no modo de segurança. (isso deve se dar porque eu só falo merda, mas isso eu não vou te dizer, né).

- Ah, cansei. Tô a fim de desencarnar. Chega.
- Não fala isso, menina, que Deus castiga! Eu hein...
- Mas é, ué.

(Isso aconteceu)
(Isso não)


Hoje eu tive um monte de premonições. Eu sempre as tive, o problema é que elas vinham acontecendo depois do acontecimento. Evoluíram pra simultâneamente e agora estão uns segundos na frente.


*Ao som de Nosso Sonho - Claudinho e Buchecha.

terça-feira, 27 de setembro de 2005

Songes, sei de cor.

Eu poderia descorrer longamente sobre o meu caso na astrologia.
Na verdade, eu poderia fazer uma meia dúzia de comentários esdrúxulos e/ou óbvios, porque eu mal tenho certeza em matéria de Cavaleiros de Zodíaco.
De qualquer forma, não vou fazê-lo.
Mas que ser canceriana é um pé no saco, isso lá é verdade.

Eu também poderia publicar mais uma ou outra poesia mediana, mas elas estariam fora de contexto, ou seriam colocadas num contexto indevido... então é melhor deixar pr'outra vez.

Umas frases soltas... como as tantas alheias que nos chamam atenção sem motivo/por todo motivo do mundo no cotidiano, mas se não colocadas em um contexto indevido, ficariam totalmente sem nexo.

Poderia parar de tornar esse mais um desses blogs que exalam melancolia de deixar quem entra enjoado. Parece que as pessoas sentem prazer em ser desreguladas e chatas, né?
Veja o Machado de Assis, por exemplo. É tão chato que chega a ser engraçado. Meio assim como... eu! =D
É, Realismo rocks.

Capitu traiu ou não traiu Bentinho?
Ugh, Realismo é real de doer.

'A Rita levou meu sorriso'... laiá

Tá, dane-se, tasca aí uma poesia besta qualquer pra encher linguiça!
Chega de chuva e frio?


Poema de Amor

Eu queria fazer um poema de amor
Com umas metáforas bonitas
Sonoridade doce e tiradas geniais

Um poema que fizesse sorrir
um sorriso desses de fazer quem lê
brilhar por não conseguir se conter

Um poema com cada palavra bonita!
Palavra difícil e métrica complicada,
tudo sem chegar perto do clichê, é claro.

Tudo espetacular, de fazer chorar
de alegria de amor
ou de dor de cotovelo por não amar.

Um poema pra arrepiare pra ficar imortal!
Pra ficar na boca do mundo
mas com cuidado,
carinho, zelo...
e até um pouco de receio
de tão bonito que era o poema.

Só que eu não sei fazer poesia
'inda mais poesia de amor
Dessas de estrelas, lua, mar...
Firulas pra dizer que gosta.

domingo, 25 de setembro de 2005

Blues de Véspera

Me perdi no vendaval de setembro.
Entrou primavera e eu comecei a reconhecer os dias.

Caminhando, tive vontade de chorar.
Ando com os olhos de quem quer chorar
desde muito tempo,
sem sucesso.

Eu sinto muito.
Sinto perdida num vendaval derradeiro
Sinto olhos umidossecos
Sobretudo pesado
e solidão.
Sinto muito,
é que eu ando kinda blue...
Perdão.

sexta-feira, 23 de setembro de 2005

Carta

Quando você me olha, o que é que você vê?
Na qualidade de relacionamento não-pensante, me ocorreu que o objetivo do mesmo seria provocar sensações. Não aconteceu.
Tão distantes que nem nos sentimos distantes.
Alma de pássaro... e mulher de malandro vive na sombra, vendada e calada.
O silêncio diz muito, mas o som...!
Você vive voando. Sinto tanto... gostaria de te ver uma dia conhecendo o amor, que você julga saber tão bem.
Tem um mundo de coisas que você não conhece. Nele, meu mundo.
Minha boca, minha cintura... você sabe que tem. Meu som, meu colo, minhas carícias, meu resto, meu todo, você nem sonha, nunca viu.
Você vai me perder.
Vai me perder se não procurar me achar.
Me perdendo, você faz mais outra citação obscura num texto egotístico e quase revolucionário, não fosse tão clichê. Uma citação pra deixar marcado, pra me transmutar em quantidade a mais, não pra esquecer.
Aí o seu ego infla, mais impulsão pro seu vôo nesse outro mundo que não é o meu.
Por tanto tempo a gente coexistiu...
Mulher de malandro é comida na esquina escura, ri um riso calado, grita uns gemidos surdos, abaixa a saia e volta pra casa sozinha, debaixo de chuva.
Quem é você? É mesmo um pássaro?
Tudo que você fala-faz-aparenta parece ensaiado. Você parece coringa, jogo, blefe.
Um malandro-pássaro sempre sozinho.
Um ego que ele faz que lhe basta, mas que ele sabe que não; sente que não.
No dia em que eu for embora você vai chorar. Durante uns intantes, que lhe bastarão. Vai estar sozinho e combinar consigo mesmo que nada houve. Mas vai ser tão doído, vai ser tanta água... vai virar cicatriz.
Cada vez que fechar os olhos, ela vai arder e você vai querer lembrar de mim.
Mas quando você me olha, o que é que você vê?
O meu beijo, vai confundir com os outros. Minha cintura simpática... foram tantas! Vai tentar lembrar de mim com força... e vai enxergar um par de olhos. Íris que você nunca penetrou. Aqueles olhos... quase reflexo. Você vai pereceber que está de frente pr'um espelho.
Você vai se perder se não procurar se encontrar.


Trecho de 'Cartas de Quase Amor', de Sônia Guedes

quinta-feira, 22 de setembro de 2005

Organizadores de evento... OU ANJOS DO APOCALIPSE?!?!

AI DE MIM!
Que por ser ingênua - talvez um pouco lentinha - não captei o terror que ocorreria esta noite...

AI DE MIM AO QUADRADO!
Quando, paradoxalmente, descobri ser Festival do Rio uma bomba consciente prestes a explodir meu amado museuzinho...

Sim, caros amigos... O perigo ronda a Quinta da Boa Vista... não à espreita, mas descaradamente e sem que possamos sequer protestar!

A primeira sensação de euforia e estranheza não me deixou perceber o iminente risco que se aproximava.
- A festa de abertura do festival vai ser aqui no Museu! - disse-me a também ingênua Renatibows, numa ligação telefônica emergencial.

Mas apenas hoje - hoje!! - pude me deparar com a realidade dos fatos! O toldo, o suspeito e misterioso toldo colocado na porta não tinha como objetivo proteger os visitantes do Museu Nacional da chuva. NÃO! Fazia parte do esquema macabro!
Saem a bilheteria, o guarda-volumes, a pequena e singela maquete da Quinta que se encontrava no auditório, saem as cadeiras velhas... e entram poltronas chiques, um piano de calda preto invejável, holofotes, cartazes, o luxo! E a loucura e o desvairamento daqueles filhos-d'uma-égua que não ligam para a segurança de minha linda Preguiça Gigante...
SAEM OS FUNCIONÁRIOS! Entram os refrigerantes, as bebidas alcóolicas... Na mesa dos estagiários? COPOS DE CAIPIRINHA!!

AI DE MIM AO INFINITO!

Minha doce e frágil sala de Egito Antigo... Velarei por você enquanto for preciso!!

"Só no Brasil", ouvi dizerem. "Só no Brasil alugam um Museu por míseros 14 mil reais e fazem uma festança!"
Nem meio mesalão... Coé.

Enfim... De 23h às 5 da madruga. Vamo vê no que dá.

Fingindo que nada disso tá acontecendo... AMANHÃ COMEÇA O FESTIVAL! Ê! Vamos ficar contentes? Tem Vinícius às três.

Ultra-mega vontade de comer bolo.

terça-feira, 20 de setembro de 2005

7º FESTIVAL DE CINEMA DO RIO SE APROXIMA PERIGOSAMENTE!

Rosa de Plutão - Utilidade Pública:

Começou hoje, ao meio dia, a venda de ingressos para o Festival do Rio. A central é no Espaço Unibanco, em Botafogo (aquele mais pra perto da praia, pra não confundir com o Estação Botafogo), e as bilheterias abrema às 10h, se não me engano.
A programação saiu num encarte no jornal O Globo de sábado, 18/09, e se você não tem esse jornal... aí, meu filho, o bicho pega, porque eu não sei onde mais você pode conseguir a programação. Provavelmente só lá na Central mesmo.

Bãin, lá fui eu, lindamente vestida com meu uniforme cptônico pra fila, às dez e meia da madruga - porque hoje a bilheteria só abria ao meio-dia. Uma concentração de pessoas extremamente curiosas de se observar encontrava-se lá (dá-lhe o eufemismo!! =D), inclusive parte da galera da Cavídeo e... Aquele Cara!
"Olha aquele cara, ali atrás, de amarelo. Aquele cara!! Como é mesmo o nome daquele cara?? O cara! Aquele... que fez Quase Dois Irmãos! Não, não, o papel que ele fazia nesse filme era meio insignificante... Ah! Deus é Brasileiro! Você viu Deus é Brasileiro? Sabe uma parte que eles vão pra... Tocantins, eu acho! Aí tem tipo uma tribo... que tem tipo um 'benfeitor' meio doido... Sabe? Iiiisso! Esse cara! Mas qual é o nome dele??"



Bruce Gomlevsky - Obrigada, ó, mestre Google!

Onde eu estarei - fisica, espiritual e mentalmente - nos próximos dias:

- Vinícius - Sexta, 23, 15h, Estação Ipanema

- Last Days - Domingo, 25, 21:45h, Odeon BR (EU VOU VER O GUS VAN SANT! EU VOU VER O GUS VAN SANT!)

- Favela Rising - Quarta, 28, 15:15h, Centro Cultural Justiça Federal

- Cafundó - Sexta, 30, 15h, Estação Ipanema

- Manderlay - Segunda, 3, 14h, Estação Botafogo

- Flores Partidas - Quarta, 5, 21:30h, Estação Botafogo

- O Jardineiro Fiel - Quinta, 6, 14h, Paissandu

Adiôz, resto do dinheiro-de-aniversário... Muitos adiôz.

Ah, ainda rola uma dúvida cruel quanto a o 'mais outro da competição de longas brasileiros'. Aberta a sugestões.
Quem for, avisa! "Quem não se comunica, se trumbica"!

segunda-feira, 19 de setembro de 2005

Cigano, Beduíno...

Sim, noutro endereço, de novo.
Seja bem vindo, se coloque numa posição confortável, de preferência com os pés pra cima.

Babsteiras, por babséquio - babsias, babstextos... babscrivinhações, pra todos os efeitos.

Porque o outro servidor era ruim e inóspito. Porque eu não tenho cacife pra me publicar de outro jeito. Porque ciganar é divertido. Porque a primeira vez que eu li a palavra Blog, ela vinha escrita grandona, numa folha de jornal, com um 'B' desajeitado, rosa e gordo.

É, cara mia... mais uma dessas coisas que a gente se mete a besta de fazer assim, do nada! Vamos ver o que rola.

O narciso do poeta

Pra ser poeta, tem que conhecer o Narciso.

Tem que gostar do Narciso,
Gostar de tê-lo
E de ser tido por ele.

Aquele estufar do peito quando se chama
["poeta",
E quando é chamado "poeta",
o sorriso humildesnobe.

Se intitular poeta é acolher o Narciso.
E fazê-lo com gosto.